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terça-feira, agosto 19, 2008

Praia


Na minha praia

Há um pontão

Por onde as gentes passam

Passam...levando com elas

Tudo o que são.

domingo, agosto 03, 2008

The hour between sunset and darkness

Late this afternoon by the river
Sat in a small white stone
Watching the sparkling waters
Moving slowly towards the sunset
I realized how
Unfair life can be

When words scan for nothing
When the voice hides the scream
When ghosts cross the mind
And make it tremble
It’s time to stop and
Think it over

sábado, janeiro 20, 2007

Cézanne (por mim)

Um encontro
Entre esta e a outra margem
Uma ponte
Que une duas pinceladas de esperança
Um rio
Que corre ao sabor da eternidade
Árvores
Que se quebram em parábolas míticas.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Mar Português

foto tirada na costa Portuguesa :)

I wonder
What's it like...
To hear your heart beating
To be closed in your arms
To touch your skin
To listen sweet words in my ear
To look in your eyes deep inside
To feel the flavour of your mouth
And the wonder of wonders...
To feel the love I feel for you.


Maite
Posted by Picasa

quarta-feira, maio 24, 2006

Deambulações

Num prisma de outro tempo
Sinto a alma esvair-se
De tudo e de nada
De angústias e certezas
De lágrimas e sorrisos
De dores e paixões
Que brotam desconexas
E nos deixam exaustas
Do muito que desejamos
Do tudo que perdemos
Da anedota em que nos tornámos
Para fugir ao tédio
Que nos avassala nos dias.
E as noites que mais não são
Do que o desejo inconfessado
Da terra infértil e murmurante
Que se esconde por detrás da máscara
Que se cola à nossa pele.

quinta-feira, março 23, 2006

small drops


There’s an enormous pleasure
Watching the rain falling
Sometimes softly
Sometimes heavily.
And I
Behind the window
Watching the drops falling in the ground
Making bigger and bigger streams
And bringing life to the Earth.


*imagem "roubada" subrepticiamente ao Parrot.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

E quando a gente se sente assim...?

Apetece-me deitar a vida para trás das costas
Esquecer que alguma vez existi
Ficar suspensa entre o norte e o sul
Em lugar nenhum.

Apetece-me deambular no meio do nada
Em lugares onde não há esperança
Assim como neste onde estou
E ficar lá, sem regresso.

Apetece-me dizer que não estou, que não sou
Que o que vêem é uma sombra.
Exígua sombra de nada.

Apetece-me escurecer debaixo da lua
Gritar um último grito de dor exangue
E desaparecer no meio das nuvens.

Aprendi que o dia seguinte é um outro dia em que tudo pode acontecer. Até o impossível ;)

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Que do silêncio nasça a vida!

Silêncio obscuro
Que me preenches,
Me levas por veredas
Inquietas e doces,
Despe-me dos meus
Enunciados inúteis
Varre-me de pulsantes
Tremores.
Silêncio de alma contido
Buscando no vale encantado
Proezas de horas incertas
Rumando em casos perdidos.
Silêncio jamais acabado
Caiando paredes desnudas
Gritando enormes bravuras
Caindo em praias desertas.
Silêncio fulgurante,
Estratega dos guerreiros
Visionários e hermitas
por quem as desditas
Jamais se levantam.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Munch (por mim)

O horror
Estampado em faces ovais,
Réplicas sonoras
De um grito insondável
E profundo,
Cavado na própria desordem cósmica.
A angústia
Talhada nos recortes
De um horizonte diluido
Pela insistência atroz
da vulgaridade.
Ondas
Estonteantes de um céu
Impregnado do cheiro acre
da morte.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Nos teus olhos

Nos teus olhos busco o silêncio
Que me tráz palavras ternas
De conceitos inefáveis
De momentos indizíveis.

Quebras-me o pranto
Tantas vezes conseguido
De vozes dolorosas
De mentes enlouquecidas.

Raios de luz
Que na escuridão se adivinham
São teus olhos nos meus
Vaiando o desconhecido.

Felinos, teus olhos
Que me acalmam a alma
De outras madrugadas
Que se avizinham.