Apetece-me deitar a vida para trás das costas
Esquecer que alguma vez existi
Ficar suspensa entre o norte e o sul
Em lugar nenhum.
Apetece-me deambular no meio do nada
Em lugares onde não há esperança
Assim como neste onde estou
E ficar lá, sem regresso.
Apetece-me dizer que não estou, que não sou
Que o que vêem é uma sombra.
Exígua sombra de nada.
Apetece-me escurecer debaixo da lua
Gritar um último grito de dor exangue
E desaparecer no meio das nuvens.
Aprendi que o dia seguinte é um outro dia em que tudo pode acontecer. Até o impossível ;)