Mostrar mensagens com a etiqueta my homevillage. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta my homevillage. Mostrar todas as mensagens

domingo, janeiro 18, 2009

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Está por aqui a nevar :) (afinal nem tudo começa mal este ano)

E na manhã seguinte (hoje) esteve uma manhã esplendorosa, sem o frio que se tem sentido ultimamente. As notícias meteorológicas avisam da frente polar que está a atravessar o país. “O país está a tremer”. Por aqui, de manhã, o sol brilhava como numa manhã de primavera. Durante o passeio matinal a subir barrocos, sim porque aqui há muitos e subi-los é um óptimo exercício quer para o corpo quer para a mente, descobri umas pequenas lagoas mesmo em cima de um deles que estavam completamente geladas, com gelo de há dias. No fundo do horizonte a Serra da Estrela coberta de neve dava ao cenário uma placidez invulgar. Cheguei a pensar que algo estaria para acontecer diante de tanta quietude. De tarde o céu começou a ficar matizado com algumas nuvens altas que passavam vagarosamente como que espreguiçando-se. E eis que no final da tarde, no meio do silêncio em que nada bulia, os primeiros flocos de neve começaram a cair do céu já cinzento. Vinham desordenados e caiam hesitantes no solo. Um manto branco começou a formar-se ali mesmo em frente da vidraça da porta. Não conseguia desviar o olhar. Há décadas que não via nevar. Há décadas que não sentia o toque macio e gelado da neve nas mãos e o som estaladiço ao pisá-la. São dezanove horas deste dia 9 de Janeiro de 2009 e a neve continua a cair forte e em silêncio. Já comecei a fazer uma bola de neve, está pequenina ainda, mas amanhã vou com ela fazer um boneco de neve, com certeza. A Lua entrevê-se por entre o cinzento da noite e assiste como eu a este belo espectáculo. Na lareira estala a lenha ao ser consumida pelo fogo proporcionando o aconchego desta noite.

P.S. como há por aqui pouca rede, não me é possível fazer download das fotos

sábado, julho 19, 2008

Apanhei o "artista" do estranho canto :)

...no galho mais alto :)

Português Suave - MRP

Um livro confessional? A história de uma família contada na perspectiva de cada um dos membros, dando ênfase às suas características pessoais assim como à visão que têm do resto das personagens e às suas experiências de vida algo "trágicas".
Cada capítulo é reservado a uma personagem que o desenha na primeira pessoa. A autora não é a narradora mas é também uma personagem, não é omnipresente nem omnisciente. Cada personagem age com total independência e gere o capítulo a seu bel-prazer. Há aqui uma espécie de traição Pintereana “(lembrei-me de Betrayal) em que as personagens se traem escondendo a verdade, ludibriando ou simplesmente ‘assobiando para o lado’, as personagens traem a autora ao escapar à sua esperada manipulação e a autora trai as personagens ao expô-las, sem pudor.
A autora revela-se apenas a escritora/editora de uma história. E nesta perspectiva, assume um papel relativamente vago ou, diria mesmo, sem expressão. (É a minha própria traição enquanto leitora) :)
É um livro light que se lê quase de uma assentada apesar das 251 páginas. Embora o enredo tenha lugar num ambiente citadino, penso que se lê bem no campo longe da azáfama da cidade.

sexta-feira, julho 18, 2008

Por estes dias tenho estado por aqui :)


Comecei a ler o livro da Margarida (o Memorial do Convento ficou a meio, fica para depois, é preciso dar descanso a Baltazar e Blimunda). Comecei ontem à tarde, sentada ali no meio do pátio à sombra de um amieiro que tem quase a minha idade. Ele cresceu muito, mais do que eu :) . Enquanto lia, um assobio seguido de um bater de bico que mais parecia um ranger de dentes fez-se ouvir. Ao princípio não liguei, já que a minha atenção estava virada para a leitura. Era um som que parecia vir de longe e se misturava com outros sons de outras aves neste fim de tarde. Levantei os olhos do livro e por momento fiquei a ouvi-los. Distingui vários, mas só consegui associar alguns aos respectivos autores. Isto de ouvir a natureza e compreendê-la é um acto muito complicado. De entre todos os sons, fixei o meu ouvido naquele som estranho tentando segui-lo com o olhar por entre os carvalhos. Em vão. Ouvia o seu canto e sentia que ele voava de árvore em árvore, umas vezes aproximando-se, outras afastando-se. Mas vê-lo, foi algo que não consegui. Entretanto, pensava como seria o pássaro, pequeno?! grande?! de que cor seria?! Fui aos confins da memória e lembrei-me das várias aves que povoavam o céu nessa altura mas nenhuma parecia ter aquele canto. Depois, desapareceu ou ficou em silêncio. Amanhã, à mesma hora, debaixo do mesmo amieiro vou estar atenta para descobrir o autor de tão estranho canto :)