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quarta-feira, fevereiro 09, 2011

domingo, dezembro 06, 2009

Uma Aventura na Casa Assombrada



Caminhada na Serra de Sintra em 29/11/09

Já há muito tempo que não via uma sala de cinema lotada. O filme mostra a Serra de Sintra em todo o seu esplendor. Só quem lhe entrou nas entranhas, sujou as botas de lama, ficou sem fôlego a subir as encostas, se sentou nos rochedos ou no Adre Nunes (monumento nacional, conhecem? eu chamar-lhe-ia o nosso Stonehenge) para se extasiar com as vistas, pode falar da Serra de Sintra com alguma legitimidade. Qualquer serra e esta em especial não é para apreciar do asfalto ou através dos vidros de um carro. Entrem nela e descubram o encanto, o misticismo, o mistério que ela encerra. Voltando ao filme… é um filme português e é muito bom. Tem doses q.b. de aventura, mistério, suspense, acção, humor. Nunca li os livros de Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães, mas pela mostra penso que são muito bons. É pena que Ana Maria Magalhães não pertença à equipa de Isabel Alçada no Ministério da Educação. Por mim estariam aprovadíssimas. :) se o trabalho no ministério fosse como é a sua obra literária. No final do filme, toda a gente se ia levantando para sair (eu fico sempre até ao fim do fim por muitos motivos) mas eis que num canto do écran surgem imagens hilariantes das gravações (os actores devem divertir-se à brava) e todos pararam onde estavam (nos corredores só se via gente de pé) concentrados no cantinho do écran. :)

sábado, novembro 21, 2009

Julia & Julie OR Mastering the Art of French Cooking


Watch the video. It's worthwhile.

É um filme em dois tempos, e em dois espaços, Paris (são mais espaços mas o que mais me agradou foi este) e arredores de Nova Iorque. Os espaços são deliciosamente retratados. É a história de duas mulheres cujas vidas se tocam para além de terem uma enorme paixão por culinária. Julia Child (Meryl Streep) autora de livros de culinária e apresentadora de televisão e Julie Powell (Amy Adams) , funcionária pública e blogger. Julie, num acto desesperado para mudar a sua vida monótona decide criar um blog onde escreve sobre as suas experiências culinárias baseadas no livro de receitas de Julia Child. Propôs-se experimentar as 524 receitas do livro, Mastering the Art of French Cooking durante 365 dias. Vai passando gradualmente dos oeufs en cocotte ao bistek sauté para aingir o clímax com o Boeuf Bourguignon.
Julia Child tem uma personalidade cativante e um riso contagiante (oops! estes “antes” ficam péssimos mas não me ocorrem mais adjectivos) e Meryl Streep não desempenha apenas o papel de Julia Child, ela encarna Julia Child na sua essência (é isto que MS faz com todas as suas personagens de uma forma brilhante e conseguiu-o mais uma vez).

sexta-feira, novembro 13, 2009

The Soloist


Moving storyline
Inspiring music
Great acting
A really great film

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Dúvida


"A dúvida é o principio da sabedoria" Aristóteles

...por outro lado, a dúvida cruel nasce da desconfiança e do medo assim como a intolerância.

Como se defender de alguém cheia de certezas?

..."The only thing we have to fear is fear itself" Franklin Roosevelt

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

A Troca

Quando se pensa que se perdeu tudo, algo ou alguém nos relembra que há sempre uma luz ao fundo do túnel. Isto a propósito do filme “A troca” , “Changeling”. A angústia de uma mãe perante o seu filho desaparecido, a busca incansável por parte dela, a troca do seu filho por outra criança que se faz passar por ele, a corrupção que grassa no departamento da polícia que devia cumprir o seu dever com lealdade para com os cidadãos mas não o faz, o destino atroz do filho. Diante de toda esta desgraça, a mãe consegue ainda arranjar forças e esperança para continuar a procurá-lo e ajudar aqueles que se cruzam no seu caminho . Angelina Jolie tem um bom desempenho no papel de Christine Collins aliás, o facto de estar muito magra, diria mesmo anoréxica, empresta-lhe um aspecto ainda mais dramático e sofredor. "Changeling" é outro filme com a marca inconfundível de Clint Eastwood que nos prende à cadeira do princípio ao fim.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Le Petit Chef

Posted by Picasa

- Um rato!!!! (grita Coulette) que horror!!!! Tragam a ratoeira, o veneno, uma vassoura...qualquer coisa que mate esta criatura.
De súbito, Remy (a ratazana) pára, olha em seu redor, ajeita-se mais um bocadinho para ficar no meio de um mosaico claro da cozinha…sim! porque aí o efeito que quer provocar é mais forte. É verdade que também fica mais exposto a uma vassourada mas ele arrisca.
Coulette olha aquela figurinha minúscula no centro do mosaico claro…azul, de olhos enormes, espantados e suplicantes, orelhas de abano e nariz cor de salmão.
- Pára! Olha p’ra mim! …sou azul…sou um rato, tá bem!...mas sou azul…alguma vez viste um rato azul?
- !!!!!
- Nunca viste…porque eu sou único…olha que podes não ter outra oportunidade de ter diante de ti uma criaturinha tão inédita.

Esta cena não existe, o rato não fala (quer dizer, fala...mas não fala com os humanos) embora entenda a linguagem deles e...quer ser cozinheiro. E vai ser, com a ajuda de Linguini, o ajudante de cozinha trapalhão. Como?!!!!

terça-feira, julho 03, 2007

"Libertango" de Astor Piazzola

...no filme "The Tango Lesson"

domingo, julho 01, 2007

Amanhã no Cool Jazz Festival em Oeiras

Não..não é o filme "Shall we dance", claro...mas os Gotan Project...não seria nada má ideia aprender a dançar tango ao som deste :)

quinta-feira, junho 07, 2007

A propósito de abstraccionismo e de...

‘a literatura assenta em combinações de palavras que não visam contar uma história mas criar certas sensações estéticas’

O Britânico Peter Greenaway (realizador de filmes que se tornaram notáveis pela presença de elementos de arte renascentista e barroca, uso de luz natural, compondo cada cena dos seus filmes, como se fossem pinturas) afirma que o cinema está “atrasado” relativamente às outras artes. Diz faltar-lhe o gosto pela experimentação e a vontade de se afastar das matrizes narrativas do romance do século XIX.
Ora, aí está um filme que contraria essa sua ideia: “Ocean’s 13”. Nele, Steven Soderbergh mostra a sua veia de grande experimentador quer pela liberdade face às convenções da indústria, quer pelo filme ser do género labiríntico onde dá menor ênfase às peripécias da quadrilha e maior ao simples jogo de formas, ritmos e musicalidades de um exercício tão ao gosto da pintura abstracta.

quinta-feira, maio 24, 2007

Depois...

deste,deste,deste, Um perfeito estranho, Ruptura (dos quais não consigo encontrar os trailers) e mais uns quantos...não posso deixar de ver este... :) que acho fenomenal como os anteriores desta saga :)

terça-feira, abril 03, 2007

O Labirinto do Fauno


Espanha, meados da década de quarenta do século passado, em pleno regime fascista de Franco onde impera a lei do terror e todos os bens essenciais são racionados para melhor controlar o povo. Nas montanhas de Navarra, um grupo de rebeldes resiste heroicamente a este regime, personificado no filme pela figura de Vidal, um capitão de uma inefável e indelével crueldade. As cenas mórbidas que ele protagoniza são dignas de um filme de terror (muitas vezes me lembrei de Hostel).
Paralelamente a esta história real e de uma violência atroz, desenrola-se uma outra, diametralmente oposta: um conto de fadas, protagonizado por Ofélia, enteada deste capitão de “faca e alguidar” que, aquando da sua viagem para Navarra na companhia da sua mãe grávida encontra uma espécie de “louva a deus” que ela acredita ser uma fada e que mais tarde lhe mostra o Labirinto do Fauno, a porta que se abre ao fantástico para esta menina que gosta de ler contos de fadas. O Fauno, uma criatura do mundo das fadas conta-lhe que ela é uma princesa que, devido à sua imensa curiosidade pelo mundo dos humanos, tinha saído do seu mundo original e agora só poderia regressar se cumprisse, com êxito e antes da lua cheia, três tarefas.
O fio condutor destas duas histórias, a forma, atrever-me-ia a dizer, genial como Guillermo del Toro consegue ligar as duas histórias é surpreendente e cativante. O espectador fica preso à tela por uma multiplicidade de sentimentos que é convidado a experimentar a todo o momento. Um filme que vale a pena ver.

domingo, novembro 12, 2006

Ora, novamente o séc. XVIII e a França. Sim, porque depois de ver “Maria Antonieta” e os ambientes faustosos da corte, este filme mostra-nos a precariedade, a imundície, a animalidade em que o povo vivia na mesma época. Uma criança que é “parida” literalmente no ambiente mais indescritível que se possa imaginar e no mesmo instante abandonada às traças. E o “dom” com que nasce e que parece que irá projectá-la para um mundo fora do seu (daquele onde nasceu), será a sua própria destruição que ele procura como fim para o seu próprio desespero. Tem ou poderá ter tudo a seus pés (possui algo mais valioso que o próprio dinheiro), mas carece daquilo que todo o ser humano mais deseja (a capacidade de amar e ser amado).
Não li o livro, por isso não posso fazer comparações embora tenha lido algures que Patrick Süskind se recusou, durante dez anos, a vender os direitos de autor. Penso que ao filme falta aquilo que toda a gente fala sobre o livro. Pelo menos, eu não consegui comprová-lo. No entanto, é de salientar a interpretação extraordinária do jovem actor Ben Whishaw no papel de Jean-Baptiste Grenouille.

segunda-feira, outubro 30, 2006

"Quem pagará o enterro e as flores se eu morrer de amores?" Vinícius de Moraes



Este post é dedicado a todos os meus amigos da blogosfera (aqueles que constam dos meus links) e que gostam de Vinícius (penso que sejam todos) :)
De modo particular à MT que me chamou a atenção para este filme e que penso que já teve um poema dele no seu blog, embora hoje não o consiga encontrar, mas ia jurar que tinha visto. Ao Portocroft que me ensinou a gostar de Vinícius e de muitos outros poetas. À Amok_she que tem também um poema no seu blog.
Noutro post falarei do filme que é mais um documentário.
Depois de estar duas horas a ouvir Vinícius cantado e declamado por Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto e muitos outros só me apeteceu aplaudir no final (depois lembrei-me que estava num cinema e que não era o local indicado para tal manifesto)
Posted by Picasa

segunda-feira, outubro 23, 2006

Maria Antonieta


O filme de Sofia Coppola baseado na biografia de Antonia Fraser (mulher do dramaturgo Harold Pinter - prémio Nobel da Literatura de 2005) resgata a figura desta rainha Francesa de origem Austríaca, num filme em que o presente e o passado se interpenetram, quer pela música (uma mistura de música do séc: XVIII pré-neo-romântica e música contemporânea pop, rock, punk), quer através da própria figura de Maria Antonieta que nos é apresentada como uma adolescente frágil, vulnerável e inadaptada ao ambiente para onde foi transportada [a corte do Palácio de Versalhes em vésperas da Revolução Francesa (1789)] e uma mulher aparentemente fútil, frívola, amante do prazer pelo prazer em que se transformou depois da desilusão em que se tornou o seu casamento com o delfim de França e o ambiente de intriga em que vivia.
Maria Antonieta, antes de ser odiada pelo povo (cuja vida miserável contrastava com a sua) foi odiada, mais veementemente, pela aristocracia que a acusava de dar uma imagem negativa da monarquia (no filme, Sofia Coppola parece fazer uma comparação de Maria Antonieta com Diana de Gales).
Quase no final, e já com o povo em fúria, em frente de Versalhes, Maria Antonieta aparece na varanda principal do Palácio e inclina-se (abrindo os braços sobre o parapeito de pedra da varanda) em frente a esse mesmo povo que a odeia e a decapita mais tarde. Nesse momento um silêncio respeitoso, surpreso e, atrever-me-ia a dizer, afável percorre a multidão, mas é apenas um momento breve que se torna num motor mais poderoso para os acontecimentos seguintes (a destruição do Palácio e com ele da monarquia). Um filme que vale a pena ver.

sábado, fevereiro 18, 2006

Match Point

Hoje fui ver Match Point, até que enfim....
É um filme algo intrigante que versa o tema do papel da sorte na vida das pessoas (para não falar da questão da moralidade e da infidelidade). O protagonista, Chris é um professor de tennis e é bom naquilo que faz mas tem também muita sorte que o persegue durante todo o filme. E digo persegue, porque creio que a sorte, só por si, não é uma benção. O fim mostra que apesar da sorte, a sua consciência não lhe dá tranquilidade nem paz e apesar, de tudo parecer perfeito à sua volta, o seu interior está amargurado e impede-o de saborear a vida que escolheu. Sim, porque "nós somos também aquilo que escolhemos ser". Surpreendeu-me também a banda sonora toda feita de temas clássicos: "La traviata" e "Rigoletto" de Guiseppe Verdi, Rossini, Lloyd Webber
A nível de ambientes gostei especialmente de conhecer o interior do Gherkin e o apartamento deles mesmo à beira do rio Tamisa e com uma vista esplendorosa sobre o Big Ben e as Houses of Parliament. Tom, no final diz esta coisa extraordiária tão em desacordo com o momento que o protagonista vivencia: "I don't mind if he (the baby)isn't great, I would like him to be lucky."