sábado, fevereiro 18, 2006

Match Point

Hoje fui ver Match Point, até que enfim....
É um filme algo intrigante que versa o tema do papel da sorte na vida das pessoas (para não falar da questão da moralidade e da infidelidade). O protagonista, Chris é um professor de tennis e é bom naquilo que faz mas tem também muita sorte que o persegue durante todo o filme. E digo persegue, porque creio que a sorte, só por si, não é uma benção. O fim mostra que apesar da sorte, a sua consciência não lhe dá tranquilidade nem paz e apesar, de tudo parecer perfeito à sua volta, o seu interior está amargurado e impede-o de saborear a vida que escolheu. Sim, porque "nós somos também aquilo que escolhemos ser". Surpreendeu-me também a banda sonora toda feita de temas clássicos: "La traviata" e "Rigoletto" de Guiseppe Verdi, Rossini, Lloyd Webber
A nível de ambientes gostei especialmente de conhecer o interior do Gherkin e o apartamento deles mesmo à beira do rio Tamisa e com uma vista esplendorosa sobre o Big Ben e as Houses of Parliament. Tom, no final diz esta coisa extraordiária tão em desacordo com o momento que o protagonista vivencia: "I don't mind if he (the baby)isn't great, I would like him to be lucky."

9 comentários:

PiresF disse...

Sabes… habituei-me ao cinema em casa, e já não há paciência para ir ao cinema onde não se bebe, não fuma e não se fazem intervalos.
Ora, a que propósito digo eu isto… a propósito deste teu post, que põe uma pessoa a pensar sair deste comodismo todo e tão bom, para com este tempo, atravessar a cidade com risco de ser atropelado, roubado e insultado só para ver um filme.
Bolas pá…

Pólux disse...

Gostei da sinopse. Terei de.(Como diria Vergílio Ferreira) :)

Maite disse...

PiresF
Para mim é inconcebível não sair de casa para ir ao cinema, apesar dos contras como os referigerantes e as pipocas (isso não suporto mesmo). Mas isso dos intervalos, acabou por fazer lembrar-me os antigos cinemas em que as pessoas conviviam, fumavam e falavam sobre o filme. Perdeu-se isso, de facto.
Mas não abdico de ir ao cinema. Nunca compraria um homevideo ou lá como se chama! :))

Bom domingo para si

Maite disse...

Pólux
Ainda não viu?!
Tem de ir. Não pode perder. :)

Parrot disse...

Maite,

Bom dia!!
Em minha opinião, talvez o melhor filme de Woody Allen. Fiquei bastante surpreendido.
Maite, já que gosta de cinema, permita-me uma sugestão: Walk the Line.

Concordo consigo. O cinema fora de casa.....é diferente.

Bom Domingo

PS- Parou de chover. ;)

PiresF disse...

E fazes muito bem Maite. Que os deuses te protejam e te guiem nessas aventuras.
Falando a sério; até que já tenho saudades de um cineminha. Sabes… Eu era assíduo frequentador do Quarteto com as suas sessões duplas da meia-noite, era uma doença de sexta-feira e estava lá sempre, mas agora, devido a poder ter tudo isso em casa e pertencer à grande ordem dos comodista, tenho descurado o cinema, também, diga-se, por causa de filhos pequenos, que nos impendem de sair quando nos dá na telha.
As saudades daquela tela enorme, já se fazem sentir…
Um grande abraço e um excelente domingo para ti.

Maite disse...

Parrot
O cinema fora de casa é muitissimo melhor :)
Gostei muito do argumento e eu nem sou grande apreciadora de Woody Allen.
Aceito a sua sugestão :) um dia deste vou ver Walk the Line.

Bom domingo

P.S. está sol :)

Maite disse...

PiresF
O Quarteto! Nos meus tempos de estudante vi lá imensos filmes. Nunca sessões duplas...não aguentaria.
Os filhos pequenos trazem muitas condicionantes, pelo menos, para se fazer o "que nos dá na telha", de facto. Mas eles crescem :)
É essa tela enorme que eu não troco por nada.

Um excelente domingo para si também

Maite disse...

Portocroft
Explique-me lá uma coisa.
Porque é que o username que eu uso aqui no blogspot para fazer o login, não serve para entrar no seu blog?! (nos comentários, digo)

Bom dia :)

P.S. como não sei como se faz, leio apenas os seus posts :)