domingo, agosto 17, 2008
O conflito Geórgio-Russo
O conflito começou quando a Geórgia lançou uma ofensiva contra a Ossétia do Sul de modo a voltar a ganhar o controlo sobre aquela região separatista. A Rússia respondeu com uma acção militar na Ossétia do Sul e na Abkházia tendo atacado alvos em Tbilisi e deslocado militares muito para além das zonas separatistas.
Coincidência das coincidências!!! aconteceu precisamente na altura em que a atenção do mundo estava virada para os Jogos Olímpicos de Pequim.
Nicolas Sarkozy, na qualidade de presidente em exercício da UE, promoveu um acordo de cessar-fogo entre os beligerantes e para isso lá estiveram Condoleeza Rice na Geórgia e Angela Merkel na Rússia. Esse acordo
- permite que o exército russo patrulhe parte da Geórgia (alguns quilómetros para além da fronteira da Ossétia do Sul) de modo a proteger as suas forças de manutenção da paz na região até que o Conselho de Segurança da ONU aprove a resolução de envio de uma força de manutenção da paz internacional
- obriga a Geórgia a abster-se de usar a força na Ossétia do Sul onde começou o conflito e na Abkházia (outra região russófona)
- prevê também discussões a nível internacional sobre o estatuto das duas regiões que proclamaram a independência nos anos 90 mas que ainda não foi reconhecida nem por parte da Geórgia nem por parte da Rússia.
E onde estão os outros chefes de governo da UE?! De férias?! Em retiro espiritual? Ou…deitaram-se à sombra da bananeira que Sarkozy plantou? Well, well, well…
Coincidência das coincidências!!! aconteceu precisamente na altura em que a atenção do mundo estava virada para os Jogos Olímpicos de Pequim.
Nicolas Sarkozy, na qualidade de presidente em exercício da UE, promoveu um acordo de cessar-fogo entre os beligerantes e para isso lá estiveram Condoleeza Rice na Geórgia e Angela Merkel na Rússia. Esse acordo
- permite que o exército russo patrulhe parte da Geórgia (alguns quilómetros para além da fronteira da Ossétia do Sul) de modo a proteger as suas forças de manutenção da paz na região até que o Conselho de Segurança da ONU aprove a resolução de envio de uma força de manutenção da paz internacional
- obriga a Geórgia a abster-se de usar a força na Ossétia do Sul onde começou o conflito e na Abkházia (outra região russófona)
- prevê também discussões a nível internacional sobre o estatuto das duas regiões que proclamaram a independência nos anos 90 mas que ainda não foi reconhecida nem por parte da Geórgia nem por parte da Rússia.
E onde estão os outros chefes de governo da UE?! De férias?! Em retiro espiritual? Ou…deitaram-se à sombra da bananeira que Sarkozy plantou? Well, well, well…
sábado, agosto 16, 2008
quinta-feira, agosto 14, 2008
“We’ll never surrender” – Mikhail Saakashvili
What? How?
I think he’s a bit lunatic, indeed. He expected his western allies to support him on this kind of summer war in the Caucasian region. Yes! Because he never thought that he could defeat the Russian army alone. But where is his allies’ support? Military reinforcement, he meant. He expected that from the west, not their efforts to have an agreement on a ceasefire on both sides.
Who’s the Boss?
After all this, the Russians keep their interests protected in the region and showed Ukrainians that their allies aren’t able to support them. What is the proverb like? An axe killed two rabbits(?!) or… Russia made a trap and Georgia fell on it(?!)
I think he’s a bit lunatic, indeed. He expected his western allies to support him on this kind of summer war in the Caucasian region. Yes! Because he never thought that he could defeat the Russian army alone. But where is his allies’ support? Military reinforcement, he meant. He expected that from the west, not their efforts to have an agreement on a ceasefire on both sides.
Who’s the Boss?
After all this, the Russians keep their interests protected in the region and showed Ukrainians that their allies aren’t able to support them. What is the proverb like? An axe killed two rabbits(?!) or… Russia made a trap and Georgia fell on it(?!)
quarta-feira, agosto 13, 2008
What Your Flip Flops Say About You |
![]() You are a warm, friendly person who simply enjoys life. You don't complicate things for yourself. Life is too short! You have a super optimistic attitude, and you have figured out how to be happy. Everyone wants to know your secret... and it's a lot more simple than they might think. Your ideal warm weather place: San Diego |
terça-feira, agosto 12, 2008
Comemorando o aniversário de Miguel Torga (faria 101 anos)
SEGREDO
Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...
Miguel Torga
Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...
Miguel Torga
domingo, agosto 03, 2008
The hour between sunset and darkness
Late this afternoon by the river
Sat in a small white stone
Watching the sparkling waters
Moving slowly towards the sunset
I realized how
Unfair life can be
When words scan for nothing
When the voice hides the scream
When ghosts cross the mind
And make it tremble
It’s time to stop and
Think it over
Sat in a small white stone
Watching the sparkling waters
Moving slowly towards the sunset
I realized how
Unfair life can be
When words scan for nothing
When the voice hides the scream
When ghosts cross the mind
And make it tremble
It’s time to stop and
Think it over
segunda-feira, julho 28, 2008
Voltando aos treinos
Depois de 3 semanas sem treinar, lá voltei aos meus treinos de patins em linha. No início, foi como se tivesse desaprendido tudo o que tinha aprendido nos 5 ou 6 treinos anteriores (no parque). Mas mesmo sentindo medo de cair, continuei a patinar. Depois de duas voltas ao campo de basquetebol (é o único que tem um pavimento suficientemente liso), comecei a sentir mais confiança e decidi atravessar o campo na diagonal. Foi uma maneira de me libertar do apoio das mãos (o muro do campo). Treinei durante cerca de uma hora, tentando dar passos e deslizar, fazer as curvas sem me apoiar em nada, contrariar a direcção quando o piso me fazia deslizar para um determinado sentido. Sentia uma forte pressão sobre as pernas, principalmente a esquerda. Descobri, ao cair (caí três vezes e fiz um ligeiro golpe no joelho), que em hipótese alguma, devo ficar na vertical em cima dos patins mas inclinar-me ligeiramente para a frente. Essa é, aliás, a regra número um, porque a mais importante: inclinar-me sempre para a frente (ajuda no equilíbrio). Quando já estava bastante cansada descobri que se desse cada passo na diagonal deixando deslizar cada perna de cada vez conseguia atingir maior velocidade e, mais importante, exigia de mim menos esforço. Foi aí que um desafio que me impus a mim própria se tornou um prazer. Nesse momento senti algo como voar (salvaguardando as devidas distâncias) e lembrei-me de Fernão Capelo Gaivota. “…quando voava sobre a água a uma altitude menor que a metade do comprimento das suas asas abertas, podia manter-se no ar mais tempo e com menos esforço. Esses voos rasantes não terminavam com a habitual amaragem de pés hirtos que feriam a água. Ele amarava de mansinho, os pés apertados contra o corpo, deixando apenas um rasto borbulhante.”
quarta-feira, julho 23, 2008
Hoje foi dia de pinturas :)
no meu sobrinho mais novo.
É verdade...só sei desenhar hipopótamos e gatos (muito mal) :)
Os lápis de maquilhagem têm de servir para alguma coisa :)
terça-feira, julho 22, 2008
O Melro
1. melro (pelo perfil) :) 2. ninho de pintassilgo
Norte de Portugal - Julho 2008
O melro, ao ver aproximar o abade,
Despertou da atonia,
Lançando-se furioso contra a grade
Do cárcere. Torcia,
Para os partir os ferros da prisão,
Crispando as unhas convulsivamente
Com a fúria dum leão.
Batalha inútil, desespero ardente!
Quebrou as garras, depenou as asas
E alucinado, exangue,
Os olhos como brasas,
Herói febril, a gotejar em sangue,
Partiu num voo arrebatado e louco,
Trazendo, dentro em pouco,
Preso do bico, um ramo de veneno.
E belo e grande e trágico e sereno,
Disse:"Meus filhos, a existência é boa
Só quando é livre. A liberdade é a lei,
Prende-se a asa mas a alma voa…
Ó filhos, voemos pelo azul!… Comei!"
E mais sublime do que Cristo, quando
Morreu na Cruz, maior do que Catão,
Matou os quatro filhos, trespassando
Quatro vezes o próprio coração!
Soltou, fitando o abade, uma pungente
Gargalhada de lágrima, de dor,
E partiu pelo espaço heroicamente,
Indo cair, já morto, de repente
Num carcavão com silveiras em flor.
E o velho abade, lívido d'espanto,
Exclamou afinal:
"Tudo o que existe é imaculado e é santo!
Há em toda a miséria o mesmo pranto
E em todo o coração há um grito igual.
Deus semeou d'almas o universo todo.
Tudo que o vive ri e canta e chora …
Tudo foi feito com o mesmo lodo,
Purificado com a mesma aurora.
Ó mistério sagrado da existência,
Só hoje te adivinho,
Ao ver que a alma tem a mesma essência,
Pela dor, pelo amor, pela inocência,
Quer guarde um berço, quer proteja um ninho!
Só hoje sei que em toda a criatura,
Desde a mais bela até à mais impura,
Ou numa pomba ou numa fera brava,
Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!…
Guerra Junqueiro in A Velhice do Padre Eterno
NOTA: Li algures que alguns melros, rouxinóis e outras aves envenenam os filhos quandos lhos metem em gaiolas, mas que nem todos o fazem (um facto interessante porque revela que nem todas as aves da mesma espécie têm o mesmo tipo de comportamento embora nós, humanos, nos tenhamos habituado a olhá-las como comunidades e não como individuos com carácter próprio)
sábado, julho 19, 2008
Apanhei o "artista" do estranho canto :)
Português Suave - MRP
Um livro confessional? A história de uma família contada na perspectiva de cada um dos membros, dando ênfase às suas características pessoais assim como à visão que têm do resto das personagens e às suas experiências de vida algo "trágicas".
Cada capítulo é reservado a uma personagem que o desenha na primeira pessoa. A autora não é a narradora mas é também uma personagem, não é omnipresente nem omnisciente. Cada personagem age com total independência e gere o capítulo a seu bel-prazer. Há aqui uma espécie de traição Pintereana “(lembrei-me de Betrayal) em que as personagens se traem escondendo a verdade, ludibriando ou simplesmente ‘assobiando para o lado’, as personagens traem a autora ao escapar à sua esperada manipulação e a autora trai as personagens ao expô-las, sem pudor.
Cada capítulo é reservado a uma personagem que o desenha na primeira pessoa. A autora não é a narradora mas é também uma personagem, não é omnipresente nem omnisciente. Cada personagem age com total independência e gere o capítulo a seu bel-prazer. Há aqui uma espécie de traição Pintereana “(lembrei-me de Betrayal) em que as personagens se traem escondendo a verdade, ludibriando ou simplesmente ‘assobiando para o lado’, as personagens traem a autora ao escapar à sua esperada manipulação e a autora trai as personagens ao expô-las, sem pudor.
A autora revela-se apenas a escritora/editora de uma história. E nesta perspectiva, assume um papel relativamente vago ou, diria mesmo, sem expressão. (É a minha própria traição enquanto leitora) :)
É um livro light que se lê quase de uma assentada apesar das 251 páginas. Embora o enredo tenha lugar num ambiente citadino, penso que se lê bem no campo longe da azáfama da cidade.
É um livro light que se lê quase de uma assentada apesar das 251 páginas. Embora o enredo tenha lugar num ambiente citadino, penso que se lê bem no campo longe da azáfama da cidade.
sexta-feira, julho 18, 2008
Por estes dias tenho estado por aqui :)
Comecei a ler o livro da Margarida (o Memorial do Convento ficou a meio, fica para depois, é preciso dar descanso a Baltazar e Blimunda). Comecei ontem à tarde, sentada ali no meio do pátio à sombra de um amieiro que tem quase a minha idade. Ele cresceu muito, mais do que eu :) . Enquanto lia, um assobio seguido de um bater de bico que mais parecia um ranger de dentes fez-se ouvir. Ao princípio não liguei, já que a minha atenção estava virada para a leitura. Era um som que parecia vir de longe e se misturava com outros sons de outras aves neste fim de tarde. Levantei os olhos do livro e por momento fiquei a ouvi-los. Distingui vários, mas só consegui associar alguns aos respectivos autores. Isto de ouvir a natureza e compreendê-la é um acto muito complicado. De entre todos os sons, fixei o meu ouvido naquele som estranho tentando segui-lo com o olhar por entre os carvalhos. Em vão. Ouvia o seu canto e sentia que ele voava de árvore em árvore, umas vezes aproximando-se, outras afastando-se. Mas vê-lo, foi algo que não consegui. Entretanto, pensava como seria o pássaro, pequeno?! grande?! de que cor seria?! Fui aos confins da memória e lembrei-me das várias aves que povoavam o céu nessa altura mas nenhuma parecia ter aquele canto. Depois, desapareceu ou ficou em silêncio. Amanhã, à mesma hora, debaixo do mesmo amieiro vou estar atenta para descobrir o autor de tão estranho canto :)
segunda-feira, julho 14, 2008
As Amoras
O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Eugénio de Andrade in O outro nome da Terra
sexta-feira, julho 11, 2008
Palácio Nacional de Mafra
05/07/08
Símbolo do reinado de D. João V, com uma arquitectura simultaneamente barroca e neoclássica, é considerado um dos mais notáveis edifícios históricos do século XVIII. Este edifício de dimensões invulgares (37.790 m2), que resistiu ao terramoto de 1755, é também um dos monumentos históricos de maior envergadura da Europa só comparado a outros monumentos notáveis da mesma época como: o Palácio de Versailles, o Palácio de Schönbrunn, o Palácio Real de Madrid, a Catedral de Santiago de Compostela, o Palácio Real e Cascatas de Caserta, o Museu do Ermitage e o Circus de Bath.
O lançamento da primeira pedra ocorreu a 17 de Novembro de 1717 e o arquitecto responsável pela obra foi João Frederico Ludwig que se apoiou nas ideias de grandes arquitectos italianos como António Canevari, Carlos Fontana ou Tomazzo Mattey.
No terceiro piso e nos dois soberbos torreões que limitam a fachada principal situam-se os aposentos dos reis, sendo o torreão norte os aposentos do rei (D. João VI) e o torreão sul os da rainha (D. Carlota Joaquina). Entre os dois torreões situam-se 9 salas com portas de ligação entre elas que formam uma enorme galeria de 232m e que servia de passeio público interior tão ao gosto das damas do século XVIII (penso que tinham horror a ficar bronzeadas) :) O Palácio Real era constituído por apenas 666 divisões das 1180 deste enorme edifício.
As alas laterais pertenciam à ordem religiosa dos franciscanos no reinado de D. João VI, sendo a ala norte constituida por uma enfermaria para doentes terminais, farmácia, cozinha e celas dos frades enfermeiros. A ala sul guarda, entre outras coisas, uma esplendorosa biblioteca de 85m de cumprimento por 9,5m de largura cujo valioso recheio é composto por cerca de 40.000 volumes, predominando obras impressas nos séculos XVI, XVII e XVIII, nacionais e estrangeiras. É considerada a mais típica Livraria monástico-real do século XVIII existente em Portugal.
terça-feira, julho 08, 2008
Ler Jorge Luís Borges em Mafra (na pequena biblioteca)
Biblioteca e Casa da Cultura de Mafra
e obviamente o Convento ao fundo
05/07/08
Buenos Aires es la otra calle, la que no pisé nunca, es
el centro secreto de las manzanas, los patios últimos,
es lo que las fachadas ocultam, es mi enemigo, si
lo tengo, es la persona a quien le desagradam mis
versos (a mí me desagradan también) es la modesta
libreria en que acaso entramos y que hemos olvidado,
es esa racha de milonga silbada que no reconocemos
y que nos toca, es lo que se ha perdido y lo que
será, es lo ulterior, lo ajeno, lo lateral, el barrio
que no es tuyo ni mío, lo que ignoramos e queremos.
Jorge Luís Borges in Elogio de la sombra
Buenos Aires, 24 de Junio de 1969
Buenos Aires es la otra calle, la que no pisé nunca, es
el centro secreto de las manzanas, los patios últimos,
es lo que las fachadas ocultam, es mi enemigo, si
lo tengo, es la persona a quien le desagradam mis
versos (a mí me desagradan también) es la modesta
libreria en que acaso entramos y que hemos olvidado,
es esa racha de milonga silbada que no reconocemos
y que nos toca, es lo que se ha perdido y lo que
será, es lo ulterior, lo ajeno, lo lateral, el barrio
que no es tuyo ni mío, lo que ignoramos e queremos.
Jorge Luís Borges in Elogio de la sombra
Buenos Aires, 24 de Junio de 1969
segunda-feira, julho 07, 2008
Tapada de Mafra
sábado, julho 05, 2008
sexta-feira, julho 04, 2008
quinta-feira, julho 03, 2008
Uffff...hoje trabalhei imenso no blog :)
Tá um cadinho mais actualizado.
Tenho de descobrir como se põe música no blog de outra forma! Onde já se viu só se ouvir 1/1000 da música?!!!!!
Tenho de descobrir como se põe música no blog de outra forma! Onde já se viu só se ouvir 1/1000 da música?!!!!!
sábado, junho 28, 2008
Desafio para este Verão
Aprender a andar de patins em linha
1º treino
Objectivo: conseguir equilibrar-me em cima dos patins
Local: sala de jantar, mais precisamente "pista" entre o móvel e a mesa
Sensações: medo, muiiito medo de cair, principalmente para trás.
quinze minutos depois uma pequena esperança de vir a ser uma grande patinadora :)
Tempo de treino: 1 hora (+ ou -)
Ponto da situação: já consigo deslizar 2 metros sem me agarrar a nada :)
1º treino
Objectivo: conseguir equilibrar-me em cima dos patins
Local: sala de jantar, mais precisamente "pista" entre o móvel e a mesa
Sensações: medo, muiiito medo de cair, principalmente para trás.
quinze minutos depois uma pequena esperança de vir a ser uma grande patinadora :)
Tempo de treino: 1 hora (+ ou -)
Ponto da situação: já consigo deslizar 2 metros sem me agarrar a nada :)
quarta-feira, junho 25, 2008
Fábrica de crocodilos
Algures entre Veneza e Milão
(Verão de 2007)
Esta fábrica fornece os restaurantes de Veneza (de crocodilos). A sério!terça-feira, junho 10, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
Isto é um pinheiro...(caso não pareça)
Hoje fiz uma aquisição preciosa e será uma surpresa para um dos meus visitantes predilectos. :) Mas...sim, porque há sempre um mas...só poderá ficar disponível no blog lá para o final de semana...por motivos técnicos. :(
sábado, maio 17, 2008
Cenas ridículas do quotidiano

16h15m, Avenida António Augusto de Aguiar... percorro a rua de uma ponta à outra e nenhum lugar para estacionar.
-Bolas!
Por fim lá encontro um lugarzito. Estaciono à tangente. Enquanto arrumo a papelada, noto que o carro da frente vai sair.
-Boa!
Um carro está estacionado ao meu lado à espera do lugar, claro. Nem sequer penso nisso. Deixo deslizar o meu para o lugar do que saiu com o maior desplante. O outro fica furioso (ou melhor a outra). Ela bem tenta estacionar no lugar vazio atrás do meu mas não consegue e desiste.
-Azelhice dela...mas deve estar a rezar-me p'la alma!
Passados alguns segundos chega uma carrinha da mesma marca do meu carro e põe-se a estacionar. Olho pelo retrovisor.
-Bem! se a outra não conseguiu (e o carro era mais pequeno) este está a armar-se em esperto!
De súbito sinto um toque.
-UM TOQUE!
Abro o vidro e olho para trás capaz de o fulminar.
-Toquei-lhe? pergunta ele.
-Sim!
Sai do carro e vai ver os danos.
-Não foi nada! - diz - mas venha ver!
Eu saio do carro e vou verificar.
-Nada!
-Tenho sensores atrás mas não à frente! afirma ele.
-Pois!
Tiro tudo do carro e vou embora. Olho para trás...ele dirige-se para o lado oposto. De súbito, lembro-me que tenho de tirar o ticket do estacionamento. Volto para colocar o ticket. Ele também volta.
-Vou encostar o meu mais à frente não vá o diabo tecê-las! digo-lhe trocista
-Ah! não se preocupe, eu agora vou demorar imenso! - responde-me ele com o ar mais maroto
Eu sei, eu sei...falta o banco! mas é que naquela maldita rua não há bancos de jardim, a sério! Mas há árvores, isso há...todas em fila como soldados na parada. Sim, coitadas (penso eu), não é fácil ficar todo o dia debaixo de um sol tórrido a ver os humanos fazerem os maiores disparates ali mesmo por baixo delas.
No ligeiro bramir das suas folhas sacudidas pela brisa de uma primavera tardia, uma árvore ergue os olhos ao céu e exclama:
-Perdoai-lhes Senhor que de tão confusos não sabem o que fazem.
A que lhe está imediatamente a seguir olha-a de soslaio:
-Minha cara essas criaturas minúsculas em grande azáfama e que se atropelam com o maior desdém, já não têm salvação.
Ao que a outra responde sempre conciliadora:
- Verá, minha amiga, que ainda é destes seres quase insignificantes que virá a redenção ao mundo.
-Não teria tantas esperanças.
E por fim lá decidem calar-se para não perturbar ainda mais o corrupio enlouquecido daquela rua num fim de tarde como qualquer outro.
-Perdoai-lhes Senhor que de tão confusos não sabem o que fazem.
A que lhe está imediatamente a seguir olha-a de soslaio:
-Minha cara essas criaturas minúsculas em grande azáfama e que se atropelam com o maior desdém, já não têm salvação.
Ao que a outra responde sempre conciliadora:
- Verá, minha amiga, que ainda é destes seres quase insignificantes que virá a redenção ao mundo.
-Não teria tantas esperanças.
E por fim lá decidem calar-se para não perturbar ainda mais o corrupio enlouquecido daquela rua num fim de tarde como qualquer outro.
domingo, maio 11, 2008
Letra e tango encontraram-se :)
Nanny
a noite
passada
te vi
ousada
tentada
dançavas
colada
sorrias
sonhavas
tangavas
prazias
sem fim
nos braços
de outro
fugindo de mim.
teus olhos
fulgentes
brilhavam
contentes
sorriam
mentiam
oh céus!
cruzavam
com outros não meus!
Nanny!
a noite
passada
folgavas
fruías
bailavas
e rias
sem pena
de mim.
quisera
Nanny
não foras assim.
teus lábios
carnudos
sorriam
tão mudos
teus braços
desnudos
d’ abraços
teúdos
fugiram
de mim.
prouvera
Nanny
não foras assim.
oh Deus!
meus olhos
banhados
de lágrimas
fugiram
irados
dos teus.
ciúme
senti.
lograste
Nanny
fugir
de mim?
assume
Nanny
porqu'és tu assim?
Nanny
a noite
passada
te vi.
transavas
com outro
sorrias
tangavas
cantavas
curtias
beijavas
fugindo
p’ra sempre
de mim!
publicada por Pólux
terça-feira, maio 06, 2008
quarta-feira, abril 23, 2008
Ando eu...
...a tentar descobrir uma música (específica) para acompanhar um poema que prometi postar aqui no blog e não consigo encontrá-la. Primeiro porque não sei o nome, segundo porque não sei o autor, terceiro nem sequer a sei trautear se não a ouvir, só sei o género mas isso não me tem ajudado.
Mas eis que no outro dia ao telefonar para uma repartição pública...Eureka...(enquanto esperava) a dita sem tirar nem por. Foi a única vez que tive prazer em ficar à espera. Mas, infelizmente o senhor que me atendeu também não sabia o nome :( e voltei à estaca zero :(
Mas eis que no outro dia ao telefonar para uma repartição pública...Eureka...(enquanto esperava) a dita sem tirar nem por. Foi a única vez que tive prazer em ficar à espera. Mas, infelizmente o senhor que me atendeu também não sabia o nome :( e voltei à estaca zero :(
quarta-feira, abril 09, 2008
We make the road by walking
"Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo,
os Homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo."
Paulo Freire - Pedagogia do Oprimido
domingo, março 23, 2008
Toda a gente sabe que...
...um ferrero rocher é assim

...e que descrito seria algo assim
"The sweets consist of a whole roasted hazelnut encased in a thin wafer shell filled with nutella/hazelnut cream and covered in milk chocolate and chopped hazelnuts. The sweets are individually packaged in a gold-coloured wrapper and are 73 1/3 calories apiece." segundo a Wikipédia, com a qual partilho a ideia global :)
...e que o papel serve para fazer vestidos de alta costura, ou material aeronautico, ou vegetais diversos, ou etc...enquanto se come o ferrero.
...e uma fã de ferreros não gosta de inovações, não gosta mesmo nada.
QUEM INVENTOU OS FERREROS BRANCOS E OS CASTANHOS ESCUROS???!!!! e pior, os alinhou ao lado dos verdadeiros na mesma caixa???!!!
Wanted ... dead or alive
...e que descrito seria algo assim
"The sweets consist of a whole roasted hazelnut encased in a thin wafer shell filled with nutella/hazelnut cream and covered in milk chocolate and chopped hazelnuts. The sweets are individually packaged in a gold-coloured wrapper and are 73 1/3 calories apiece." segundo a Wikipédia, com a qual partilho a ideia global :)
...e que o papel serve para fazer vestidos de alta costura, ou material aeronautico, ou vegetais diversos, ou etc...enquanto se come o ferrero.
...e uma fã de ferreros não gosta de inovações, não gosta mesmo nada.
QUEM INVENTOU OS FERREROS BRANCOS E OS CASTANHOS ESCUROS???!!!! e pior, os alinhou ao lado dos verdadeiros na mesma caixa???!!!
Wanted ... dead or alive
domingo, janeiro 27, 2008
sábado, janeiro 12, 2008
sábado, dezembro 29, 2007
Neste novo ano que vai nascer, vamos por tudo a cantar...mesmo estes
domingo, dezembro 23, 2007
Feliz Natal
Confiança
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura…
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova…
Miguel Torga
quinta-feira, dezembro 20, 2007
A propósito do Novo Contrato Social de que fala Boaventura Sousa Santos
"...é preciso que os cidadãos possam conceber-se, a todo o momento, como autores do direito ao qual estão submetidos enquanto destinatários." Jürgen Habermas
sábado, dezembro 08, 2007
domingo, novembro 18, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
Doris Lessing - Prémio Nobel da Literatura 2007
When I came into this flat of four small box-like rooms, the bedroom was painted pale pink, except for the fireplace wall, which had a fanciful pink and blue paper. The woodwork was a dark purple, almost black. This paint is sold by a big decorating shop in the West End and is called Bilberry.Two girls had the flat before me…The woman upstairs told me they often had parties that lasted all night. ‘But I liked to hear them, I enjoy the sound of life’. She was reproachful: I don’t have parties often enough for her. The girls left no forwarding address, following the tradition of this flat. Over the years it has often happened that the bell rings and people ask for ‘Angus Ferguson –I thought he lived here?’ And the Maitlands? And Mrs Dowland? And the young Caitsbys? All these people, and probably many others, have lived in this flat, and departed leaving nothing behind. I know nothing about them, and nor does anyone else in the building, though some of them have lived here for years.
Excerto do conto "A Room" de Doris Lessing
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